Eu sou idiota. Chata. Louca. Dramática. Esquisita. Uma hora rindo, outra chorando. Tenho brincadeiras insuportáveis. Perco o controle, xingo, bato, esperneio. Adoro irritar. Falo muita bobagem, até você não aguentar mais. Tento fazer graças, e quando ninguém ri fico magoada. Foda-se ou acostume-se.
Eu realmente acho lindo essa coisa de duas pessoas não quererem nada que seja bom no mundo além de uma a outra. E eu queria você, muito. O querer mais bonito que pode existir era seu, só seu.
Não éramos um casal. Você no seu canto e eu no meu. Lá e cá nunca estiveram tão distantes. A gente não brigava, não telefonava, e passávamos um longo tempo sem dar um piu sequer. Enquanto isso, eu encontrava uns ou outros amores, tinha umas boas trepadas. Ás vezes eu acordava meio sem gosto, sem vontade, sem cor. Não tínhamos aquele encaixe perfeito, nosso ‘romance’ jamais viraria um filme. Mas era você, que mudava o meio jeito de acordar, que eu nunca deixei de enxergar, quando era cego para todo o resto.